1.Apresentação
HISTÓRIA DE PINDOBAÇU
1.2.
Introdução
Pindobaçu
localizada no nordeste baiano, está situado entre dois polos regionais: Senhor
do Bonfim e Jacobina. Embora faça parte do itinerário entre as duas cidades
desde há muito tempo pouco se registrou de sua história. Isso acarreta um
grande problema tanto para a cidade quanto para seu povo: sem registro sua memória
tende ao esquecimento, sem história sua cidadania não pode ser validada. Esta situação
não é incomum nas demais cidadezinhas do interior, onde por conta das
dificuldades sociais cotidianas, os dirigentes políticos, os intelectuais e o
povo preocupam-se demasiadamente com aquisições materiais, esquecendo a
necessidade de resgatara memória e o patrimônio histórico local. Estas pessoas
não se dão conta, que a historicidade é quem valida em última instância o
discurso social que arvoram.
Este
trabalho se propõe resgatar parte da memória, política e econômica, social
cultural de Pindobaçu desde a sua gênesis até os dias atuais. Como foi dito ele
não pretende ser conclusivo, mas apenas serve de alavanca que impulsione novos
estudos neste sentido.
Pindobaçu é um Municipio Brasileiro do Estado da Bahia. Sua população estimada em 2015 era de 21.062
habitantes.
Uma pequena cidade no
nordeste do Estado da Bahia, localizado no polígono das secas que é circundada
pelos municípios de Mirangaba, Antonio Gonçalves, Filadélfia, Ponto Novo e
Saúde. Esta região pode ser comparada a um oásis, pois os rios que cortam o município
formam atualmente três grandes lagos artificiais, como a Barragem dos
Apertados, no Rio Aipim; Barragem de Pindobaçu, represando o Rio Capivara; e o
Itapicuru-açu, e a Barragem do Ponto Novo, que represa os Rios Aipim, o
Itapicuru-açu e o Paíaia.
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| https://maps.google.com.br/ |
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Originalmente os territórios que hoje
integram os municípios de Pindobaçu e Filadélfia faziam parte do município de Campo Formoso. Surgiu de um pouso de tropeiros; local em que os viajantes das tropas de animais de
carga paravam para descansar. O principal itinerário da viagem era o caminho
que ligava a antiga Vila Nova da Rainha (atual Senhor do Bonfim) e a vila velha
de Santo Antonio da Jacobina.
Tais viajantes, na época da colonização, tiveram papel
importante no desenvolvimento social e econômico do sertão. A abundância de água apropriada para o consumo atraia
os viajantes, que se arranchavam nas áreas localizadas além do Riacho da Água
Fria. Este pequeno córrego nascido na cadeia montanhosa que circunda a cidade
separava a área das rancharias do antigo território que integrava a Fazenda
Laje, cujo desenvolvimento capitaneado por Francisco Rocha, que pode ser
considerado como o primeiro pindobaçuense de fato, deu origem a uma povoação maior.
Posteriormente a área das rancharias se desenvolveu dando
origem a um antigo Arraial denominado por uns de Arraial do Lamarão e por
outros de Arraial do Lameirão. O nome alusivo à lama deve-se ao fato de que os
terrenos eram muito úmidos e na época das chuvas as ruas ficavam encharcadas de
lama. É preciso entender que os dois arraiais, o da Laje e o do Lamarão não se
confundiam e sempre estiveram separados pelo Riacho da Água Fria.
O Arraial da Laje continuou se desenvolvendo sob os
auspícios da Família Rocha e do outro lado do riacho o Arraial do Lamarão
crescia atraindo uma diversidade de pessoas, com destaque para a figura de
Vicente Alves, que teve um papel importante na história da cidade por ter
instituído com o beneplácito da Igreja a devoção e os festejos do orago o
Senhor Bom Jesus de Pindobaçu.
O antigo
Arraial do Lamarão se desenvolveu e com a instituição da feira semanal passou a ser o centro comercial, subordinando
dessa forma a povoação da Laje.
A povoação permaneceu com o nome de Lamarão até o ano de 1914, ano em que provavelmente foi iniciada a construção da a estação
ferroviária de Pindobaçu e a mudança do nome do lugar
tem uma explicação muito curiosa. Quando o prédio da estação ficou pronto o
nome da localidade deveria ser colocado em sua fachada, mas os engenheiros
da Leste Brasileira
acharam que o nome de Lamarão era muito feio para batizar aquele prédio novo e
bonito.
Decidiram então consultar os moradores acerca de uma
possível mudança quanto ao nome da localidade. A consulta foi realizada na
residência de Emílio Hilarião. Os moradores consentiram com a mudança, mas não
sabiam qual seria o novo nome.
Ocorreu que dentre os engenheiros da Leste Brasileira
havia um que era estudioso do idioma Tupy-Guarany, o qual explanou aos presentes que devido a abundância
de palmeiras de babaçu naquela região ele propunha que o lugar deveria passar a
se chamar Pindobassu, o que no idioma Tupy que dizer "palmeira alta" ou "palmeira
grande", já que a palavra pindoba em Tupy quer dizer palmeira e assu
quer dizer grande.
A aceitação foi geral. E como a origem do nome era Tupy o
mesmo foi grafado com dois SS, tendo a ortografia posterior substituído os dois
SS pelo Ç como é grafado atualmente.
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