sábado, 18 de junho de 2016

PINDOBAÇU ASSIM COMEÇAMOS A ESCREVER ESTA HISTÓRIA

1.Apresentação

HISTÓRIA DE PINDOBAÇU

1.2. Introdução

        Pindobaçu localizada no nordeste baiano, está situado entre dois polos regionais: Senhor do Bonfim e Jacobina. Embora faça parte do itinerário entre as duas cidades desde há muito tempo pouco se registrou de sua história. Isso acarreta um grande problema tanto para a cidade quanto para seu povo: sem registro sua memória tende ao esquecimento, sem história sua cidadania não pode ser validada. Esta situação não é incomum nas demais cidadezinhas do interior, onde por conta das dificuldades sociais cotidianas, os dirigentes políticos, os intelectuais e o povo preocupam-se demasiadamente com aquisições materiais, esquecendo a necessidade de resgatara memória e o patrimônio histórico local. Estas pessoas não se dão conta, que a historicidade é quem valida em última instância o discurso social que arvoram.

           Este trabalho se propõe resgatar parte da memória, política e econômica, social cultural de Pindobaçu desde a sua gênesis até os dias atuais. Como foi dito ele não pretende ser conclusivo, mas apenas serve de alavanca que impulsione novos estudos neste sentido.


Pindobaçu é um Municipio Brasileiro do Estado da Bahia. Sua população estimada em 2015 era de 21.062 habitantes.
Uma pequena cidade no nordeste do Estado da Bahia, localizado no polígono das secas que é circundada pelos municípios de Mirangaba, Antonio Gonçalves, Filadélfia, Ponto Novo e Saúde. Esta região pode ser comparada a um oásis, pois os rios que cortam o município formam atualmente três grandes lagos artificiais, como a Barragem dos Apertados, no Rio Aipim; Barragem de Pindobaçu, represando o Rio Capivara; e o Itapicuru-açu, e a Barragem do Ponto Novo, que represa os Rios Aipim, o Itapicuru-açu e o Paíaia.
https://maps.google.com.br/
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Originalmente os territórios que hoje integram os municípios de Pindobaçu e Filadélfia faziam parte do município de Campo Formoso. Surgiu de um pouso de tropeiros; local em que os viajantes das tropas de animais de carga paravam para descansar. O principal itinerário da viagem era o caminho que ligava a antiga Vila Nova da Rainha (atual Senhor do Bonfim) e a vila velha de Santo Antonio da Jacobina.
 
Tais viajantes, na época da colonização, tiveram papel importante no desenvolvimento social e econômico do sertão. A abundância de água apropriada para o consumo atraia os viajantes, que se arranchavam nas áreas localizadas além do Riacho da Água Fria. Este pequeno córrego nascido na cadeia montanhosa que circunda a cidade separava a área das rancharias do antigo território que integrava a Fazenda Laje, cujo desenvolvimento capitaneado por Francisco Rocha, que pode ser considerado como o primeiro pindobaçuense de fato, deu origem a uma povoação maior.
          Posteriormente a área das rancharias se desenvolveu dando origem a um antigo Arraial denominado por uns de Arraial do Lamarão e por outros de Arraial do Lameirão. O nome alusivo à lama deve-se ao fato de que os terrenos eram muito úmidos e na época das chuvas as ruas ficavam encharcadas de lama. É preciso entender que os dois arraiais, o da Laje e o do Lamarão não se confundiam e sempre estiveram separados pelo Riacho da Água Fria.
O Arraial da Laje continuou se desenvolvendo sob os auspícios da Família Rocha e do outro lado do riacho o Arraial do Lamarão crescia atraindo uma diversidade de pessoas, com destaque para a figura de Vicente Alves, que teve um papel importante na história da cidade por ter instituído com o beneplácito da Igreja a devoção e os festejos do orago o Senhor Bom Jesus de Pindobaçu.
O antigo Arraial do Lamarão se desenvolveu e com a instituição da feira semanal passou a ser o centro comercial, subordinando dessa forma a povoação da Laje.
A povoação permaneceu com o nome de Lamarão até o ano de 1914, ano em que provavelmente foi iniciada a construção da a estação ferroviária de Pindobaçu e a mudança do nome do lugar tem uma explicação muito curiosa. Quando o prédio da estação ficou pronto o nome da localidade deveria ser colocado em sua fachada, mas os engenheiros da Leste Brasileira acharam que o nome de Lamarão era muito feio para batizar aquele prédio novo e bonito.
Decidiram então consultar os moradores acerca de uma possível mudança quanto ao nome da localidade. A consulta foi realizada na residência de Emílio Hilarião. Os moradores consentiram com a mudança, mas não sabiam qual seria o novo nome.
Ocorreu que dentre os engenheiros da Leste Brasileira havia um que era estudioso do idioma Tupy-Guarany, o qual explanou aos presentes que devido a abundância de palmeiras de babaçu naquela região ele propunha que o lugar deveria passar a se chamar Pindobassu, o que no idioma Tupy que dizer "palmeira alta" ou "palmeira grande", já que a palavra pindoba em Tupy quer dizer palmeira e assu quer dizer grande.
A aceitação foi geral. E como a origem do nome era Tupy o mesmo foi grafado com dois SS, tendo a ortografia posterior substituído os dois SS pelo Ç como é grafado atualmente.

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