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Casa do chefe político de Pindobaçu em 1949, Emilio Hilarião, hoje está
casa pertence à dona Vanda Caetano.
Foto arquivo pessoal
do Sr. Paulo de Olinda
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O concreto e o
cimento ainda não eram umas coisas tão comuns, a maioria das casas era construída
de adobe - tijolo de barro, seco ao sol - e a massa usava-se barro misturado
com cal, os postes onde eram colocadas as lâmpadas e passava a fiação, que hoje
são de cimento na época eram de madeira, que eram um material de fácil acesso,
graças a vistosa mata que cobria nossas serras com cedro, vinhático, e outras
madeiras de lei, e de trilhos de trem comuns nas linhas férreas e bastante
pesados.
O Colégio
funcionava até a de 5ª a 8ª séries era o chamado Oscar Cardoso que funcionou
até 1975, o governo militar federal e o governo estadual não mandava verbas
para manter a escola, nem livros para os alunos, o que dificultava ainda mais a
busca do conhecimento pelos mais carentes, tempos difíceis. Aulas durante a noite segundo os
entrevistados, era impossível de serem realizadas devido a escuridão, apenas
durante o surgimento do projeto do governo militar, baseado nas idéias do
educador Pernambucano Paulo Freire é implantado, o chamado MOBRAL, que tinha
como objetivo de fachada a alfabetização de Jovens e Adultos e por outro lado
que estes adultos apenas aprendesse a assinar o nome para poder votar, já que
na época era proibido analfabeto votar. Fato que só foi modificado depois da
constituição de 1988.
A arrecadação
de impostos era feita através da coletoria que funcionava na Prefeitura
Municipal de Pindobaçu, o funcionário responsável por isto era Teógenes, seu
Teté, os bancos só existiam na cidade de Senhor do Bonfim e ninguém falava de
internet naquela época.
Uma das
dificuldades mais comuns nos dias atuais é o acesso das pessoas menos
favorecidas a determinadas tecnologias, ou por desconhecimento das mesmas ou
por dificuldades de ordem financeira, naquela época a situação era ainda pior,
visto que as dificuldades para todos, de toda ordem, eram bem maiores.
Os aparelhos
elétricos eram raros, haviam geladeiras movidas a querosene, onde apenas
algumas pessoas possuíam, e em alguns bares, mais tarde foi substituída pela
geladeira movida a gás de cozinha, com um botijão destes que usamos na maioria dos fogões, o ferro de passar roupas não era elétrico
com uma resistência, mas sim era feito de ferro onde se acondicionava brasas de
carvão vegetal, com isto se aquecia o ferro e as roupas eram passadas, ou
engomadas como era mais comum se dizer.
Conservar
alimentos não era nada fácil para a maioria da população daquela época, pois
geladeira era algo raro, o que era fácil era chegar em uma festa e ter que
tomar a cerveja quentíssima, e o refrigerante Frately, da Brahma natural; a
carne fresca só no dia da feira, o resto da semana a carne era salgada para não
apodrecer.
Os meios de
comunicação eram escassos o telefone só nas cidades maiores, se quisesse ligar
para os grandes centros era necessário deslocar-se para Senhor do Bonfim, Campo
Formoso ou para Jacobina, o telefone só chega a Pindobaçu nos anos oitenta, e o
celular até outubro de 2007 não havia chegado, a melhor forma de comunicação, na
época, era os Correios e Telégrafos que tinha Dona Laura e Seu Nelson, antes o
correio funcionou em uma casa nos fundos da Lanchonete Pracinha, depois
na casa da esquina próximo aos Correios atuais, as cartas e os telegramas
faziam aglomeração no correio no horário de abrir o malote às pessoas faziam fila para ouvir
cantado o seu nome nas correspondências, era algo que só quem presenciou para
sentir a emoção, pode descrever.

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