Nascido na fazenda Campo do Meio, Martinho Barbosa da Silva cursou até o 3º ano primário, tendo que assumir o sustento da família devido à uma paralisia que acometeu seu pai, José Barbosa. após trabalhar em Miguel Calmon, voltou para Senhor do Bonfim onde passou a foi caixeiro nas casas comerciais de Constantino Gregório, Francisco Burity e Cantídio Duarte.
Em 1926 casou-se com Balbina Jambeiro Angelim, indo montar um comércio em Pindobaçu, então pertencente a Campo Formoso. Contudo, com a grande seca de 1932, “Seu Titio”, como também era conhecido, fechou as portas de seu estabelecimento e foi labutar como feitor no Departamento Nacional de Obras Contra a Seca – DNOCS, na construção da estrada de Tucano - Euclides da Cunha.
Com o fim da seca, retornou a Pindobaçu onde, ao lado de sua esposa e de seu irmão Dozinho, transformou-se em um dos maiores compradores de produtos agrícolas da região, especialmente de mamona e ouricuri. Foi nomeado correspondente do Banco do Brasil e do Banco Mercantil Sergipense, além de agente local Sul América Seguros. Em 1947, voltou a morar em Bonfim, onde, em sociedade com Cláudio Borges, comprou o Moinho Progresso, lançando o fubá de milho “Flor de Ouro”.
Além do sucesso nos negócios, Martinho Barbosa teve grande influência para a emancipação política de Pindobaçu, sendo seu primeiro gestor. Por anos atuou como Delegado da Loja Maçônica União e Fraternidade Bonfinense junto a Grande Loja Unida da Bahia, como também foi presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Senhor do Bonfim – ACIASB.
Martinho Barbosa faleceu em 2 março de 1970, vítima de acidente automobilístico. No dia de seu sepultamento todas as casas comerciais e bancos da cidade fecharam as portas em sua homenagem.
Foto: Acervo ACIASB
Fonte: Família Jambeiro /
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